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VOTO FACULTATIVO
O voto facultativo deveria existir desde o início, quando as eleições diretas foram restituídas. Ao meu ver não há nada de absurdo em um cidadão decidir por ir a uma urna ou não. Votar por obrigação é que soa absurdo, até porque esta prática é comum em regimes ditatoriais de exceção, onde todos são obrigados a irem até a urna e votar em um entre dois ou três nomes (sempre poucas opções), e não há opção de voto nulo. Qual a diferença para nosso método? A mais clara pode ser a existência da opção por anular o voto, então isto difere nossa maneira de votar da maneira como um iraquiano no regime do Saddam votava há alguns anos.
Evidente que num regime bruto de exceção além de ser obrigado a votar o cidadão não tem a segurança sobre o sigilo do seu voto, e sabe que pode sofrer represália se não votar no nome “certo”, aquele que é previamente escolhido para governar. Então lá no Iraque havia uma escolha prévia por Saddam, e os cidadãos tinham que ir até a urna validar isto. Já aqui nós temos uma segurança sobre o sigilo do nosso voto, e este seria o segundo ponto que nos diferenciaria dos iraquianos.
Na prática, com o voto obrigatório estamos – em nossa coletividade – validando escolhas prévias, feitas por uma classe que domina o quadro político. Agora veja as semelhanças com um regime iraquiano de eleição:
• Sempre nos deparamos com poucas opções de escolhas,
• Raramente uma delas é divergente.
No caso do nosso estado não há divergência nem mesmo no discurso político, é como se dois representantes de um regime ditatorial disputassem o cargo de governador. Só faltaria então a inexistência da opção de anulação para ser consolidada a ditadura política. Mesmo com o sigilo, ficamos cercados por todos os lados e condenados a servir a um esquema de alternância no poder entre forças políticas dispostas estrategicamente.
No caso da democracia ‘complicada e perfeitinha’ dos EUA, as opções de escolha são mínimas apenas na reta final de uma campanha. Até então, dezenas e até centenas de candidatos participam, em um sistema que para nós parece complicado. O interessante é que no fim, quando dois candidatos disputam, os dois nomes são visivelmente diferentes em praticamente tudo, do discurso político até as propostas de solução para os problemas enfrentados pelos cidadãos norte-americanos. De fato, o norte-americano tem condições plenas de analisar entre diversas opções de escolha, e decidir entre duas boas propostas qual escolher. Outro detalhe é que tudo isto ocorre em um regime completamente livre, onde no dia da eleição sequer é feriado. O norte-americano politizado vai à urna por acreditar no nome que escolheu e por fazer questão de participar. Ah, e pra deixar o registro, se quiser o norte-americano também pode anular o voto.
A garantia do seu direito lhe obriga a participar na marra
Entendendo a obrigatoriedade como uma forma de assegurar que todo cidadão participe de uma eleição estamos agindo como tolos, porque a obrigatoriedade de votar é uma imposição apenas e não passa disto. Se queremos garantir o direito pleno ao voto podemos fazer isto sem necessariamente obrigar todos a irem à urna votar. Basta continuar com o que estamos fazendo a cada eleição e basta também mudar uma regrinha, permitindo que o cidadão decida por si se sairá de casa num belo Domingo de sol e passará numa cabine de votação, ou se vai preferir ficar em casa e acompanhar a decisão do campeonato de F1, comemorando o título da Ferrari no resto do dia.
Quem é mais favorecido com a imposição, o eleitor ou o político?
Enquanto a incômoda obrigação existir, haverá duas coisas. A primeira é o ‘voto-por-votar’, assim sem nenhum cuidado com o ato e seguido por uma dor de cabeça de quatro anos pela frente, com o agravamento de um câncer político maligno que pode durar décadas e, em metástase, atingir até o congresso nacional. A segunda é uma desvalorização monetária do voto, que, como qualquer mercadoria, é comercializado e seríamos tontos de acreditar que isto não existe.
O negócio da compra e venda de votos é viável econômica-politicamente porque o voto é uma mercadoria barata para quem vende, e valiosa para quem compra. Então com poucos recursos investidos um pilantra político consegue um retorno grande, poder e mais possibilidades de investimentos. É assim que apodrecemos Brasília, pequenos mercadores de votos, comprando a preço de banana votos em favelas reuniram, ao longo de cargos menores, recursos que investiram em cargos maiores até chegarem ao poder no Planalto Central. Quem vende o voto não vê perspectivas nas escolhas, prefere o benefício material/financeiro imediato já que seu voto – em seu entendimento – não pode mudar a realidade em que vive. A maioria destas pessoas não participaria de uma eleição até que um candidato realmente capaz de satisfazê-las surgisse, mas são obrigadas a irem de qualquer forma a uma cabine de votação, com muitas dúvidas e uma certeza, a de que continuará onde sempre esteve.
Para o cidadão é difícil acreditar que um voto – que é exatamente o que ele representa no quadro político até este momento – tenha algum valor, então quando ele se vê sem opção, troca por qualquer coisa mesmo. A obrigação de ir a uma urna, para quem nem entende direito quais as tarefas de um vereador, faz com que pessoas votem como se estivessem participando de uma enquete para reallity shows da TV. E tem gente que transforma campanha eleitoral em gincana, com torcedores no lugar de eleitores.
Enfim, na maioria votamos por qualquer motivo, movidos pela obrigatoriedade, mas poucos dos que vão a uma urna votam com consciência do que fazem e acompanham a política com olhos de raio-x. Os absurdos políticos são percebidos pelos cidadãos que reuniram ao longo da vida uma gama de informação e não foram alienados pelos meios utilizados por aqueles que controlam a sociedade, via controle remoto, diga-se. Esta minoria nunca abriu mão de votar, não costuma anular o voto e jamais errou um voto. Em contraste com a realidade, poucas vezes votou em um político que tenha sido eleito no final da contagem, já que uma massa de pessoas, perdidas em desinformação e embebidas em novelas políticas e shows diversos, entrou na cabine de votação, levadas pela obrigatoriedade, e decidiu votar por um motivo fútil.
Não é o voto obrigatório o responsável pela destruição social e política em nosso país, não se trata de transformar este infame ser em um ‘bode expiatório’, e não será com o voto facultativo que vamos solucionar tudo em uma tacada só. Mas o voto obrigatório é uma é uma engrenagem dentro da máquina politiqueira no Brasil, e deve ser extinto numa série de atitudes acompanhadas de uma reforma política e medidas educacionais que ensinem princípios de cidadania desde as séries iniciais do ensino fundamental. Então é um passo no sentido correto, apenas um passo, mas um passo importante que precisa ser dado e será inevitável. A menos que optemos por continuarmos imersos em hipocrisia.
Na prática, com o voto obrigatório estamos – em nossa coletividade – validando escolhas prévias, feitas por uma classe que domina o quadro político. Agora veja as semelhanças com um regime iraquiano de eleição:
• Sempre nos deparamos com poucas opções de escolhas,
• Raramente uma delas é divergente.
No caso do nosso estado não há divergência nem mesmo no discurso político, é como se dois representantes de um regime ditatorial disputassem o cargo de governador. Só faltaria então a inexistência da opção de anulação para ser consolidada a ditadura política. Mesmo com o sigilo, ficamos cercados por todos os lados e condenados a servir a um esquema de alternância no poder entre forças políticas dispostas estrategicamente.
No caso da democracia ‘complicada e perfeitinha’ dos EUA, as opções de escolha são mínimas apenas na reta final de uma campanha. Até então, dezenas e até centenas de candidatos participam, em um sistema que para nós parece complicado. O interessante é que no fim, quando dois candidatos disputam, os dois nomes são visivelmente diferentes em praticamente tudo, do discurso político até as propostas de solução para os problemas enfrentados pelos cidadãos norte-americanos. De fato, o norte-americano tem condições plenas de analisar entre diversas opções de escolha, e decidir entre duas boas propostas qual escolher. Outro detalhe é que tudo isto ocorre em um regime completamente livre, onde no dia da eleição sequer é feriado. O norte-americano politizado vai à urna por acreditar no nome que escolheu e por fazer questão de participar. Ah, e pra deixar o registro, se quiser o norte-americano também pode anular o voto.
A garantia do seu direito lhe obriga a participar na marra
Entendendo a obrigatoriedade como uma forma de assegurar que todo cidadão participe de uma eleição estamos agindo como tolos, porque a obrigatoriedade de votar é uma imposição apenas e não passa disto. Se queremos garantir o direito pleno ao voto podemos fazer isto sem necessariamente obrigar todos a irem à urna votar. Basta continuar com o que estamos fazendo a cada eleição e basta também mudar uma regrinha, permitindo que o cidadão decida por si se sairá de casa num belo Domingo de sol e passará numa cabine de votação, ou se vai preferir ficar em casa e acompanhar a decisão do campeonato de F1, comemorando o título da Ferrari no resto do dia.
Quem é mais favorecido com a imposição, o eleitor ou o político?
Enquanto a incômoda obrigação existir, haverá duas coisas. A primeira é o ‘voto-por-votar’, assim sem nenhum cuidado com o ato e seguido por uma dor de cabeça de quatro anos pela frente, com o agravamento de um câncer político maligno que pode durar décadas e, em metástase, atingir até o congresso nacional. A segunda é uma desvalorização monetária do voto, que, como qualquer mercadoria, é comercializado e seríamos tontos de acreditar que isto não existe.
O negócio da compra e venda de votos é viável econômica-politicamente porque o voto é uma mercadoria barata para quem vende, e valiosa para quem compra. Então com poucos recursos investidos um pilantra político consegue um retorno grande, poder e mais possibilidades de investimentos. É assim que apodrecemos Brasília, pequenos mercadores de votos, comprando a preço de banana votos em favelas reuniram, ao longo de cargos menores, recursos que investiram em cargos maiores até chegarem ao poder no Planalto Central. Quem vende o voto não vê perspectivas nas escolhas, prefere o benefício material/financeiro imediato já que seu voto – em seu entendimento – não pode mudar a realidade em que vive. A maioria destas pessoas não participaria de uma eleição até que um candidato realmente capaz de satisfazê-las surgisse, mas são obrigadas a irem de qualquer forma a uma cabine de votação, com muitas dúvidas e uma certeza, a de que continuará onde sempre esteve.
Para o cidadão é difícil acreditar que um voto – que é exatamente o que ele representa no quadro político até este momento – tenha algum valor, então quando ele se vê sem opção, troca por qualquer coisa mesmo. A obrigação de ir a uma urna, para quem nem entende direito quais as tarefas de um vereador, faz com que pessoas votem como se estivessem participando de uma enquete para reallity shows da TV. E tem gente que transforma campanha eleitoral em gincana, com torcedores no lugar de eleitores.
Enfim, na maioria votamos por qualquer motivo, movidos pela obrigatoriedade, mas poucos dos que vão a uma urna votam com consciência do que fazem e acompanham a política com olhos de raio-x. Os absurdos políticos são percebidos pelos cidadãos que reuniram ao longo da vida uma gama de informação e não foram alienados pelos meios utilizados por aqueles que controlam a sociedade, via controle remoto, diga-se. Esta minoria nunca abriu mão de votar, não costuma anular o voto e jamais errou um voto. Em contraste com a realidade, poucas vezes votou em um político que tenha sido eleito no final da contagem, já que uma massa de pessoas, perdidas em desinformação e embebidas em novelas políticas e shows diversos, entrou na cabine de votação, levadas pela obrigatoriedade, e decidiu votar por um motivo fútil.
Não é o voto obrigatório o responsável pela destruição social e política em nosso país, não se trata de transformar este infame ser em um ‘bode expiatório’, e não será com o voto facultativo que vamos solucionar tudo em uma tacada só. Mas o voto obrigatório é uma é uma engrenagem dentro da máquina politiqueira no Brasil, e deve ser extinto numa série de atitudes acompanhadas de uma reforma política e medidas educacionais que ensinem princípios de cidadania desde as séries iniciais do ensino fundamental. Então é um passo no sentido correto, apenas um passo, mas um passo importante que precisa ser dado e será inevitável. A menos que optemos por continuarmos imersos em hipocrisia.
Seu computador lendo em voz alta
Você talvez ainda não tenha sacado, mas seu PC pode muito bem ler pra você. E não apenas ler, ele pode salvar todo o texto em formatos de arquivos de áudio para que você escute mais tarde, num aparelho de MP3.
O primeiro passo para conseguir transformar seu PC num tagarela é obter um software capaz de usar a sintetização de voz. O próprio Adobe Reader, aquele usado para ler documentos em PDF, possui esta capacidade. Para tanto, basta ir até o menu Visualizar e escolher a opção Ler em voz alta. Simples.
Mas o Reader usa recursos do sistema operacional para a leitura, e o Windows não traz vozes capazes de ler em português, muito menos português do Brasil. A saída então é procurar uma voz que possa ser utilizada pelo sistema e que seja capaz de ler os textos em português sem sotaque estrangeiro. Esta voz pode ser obtida instalando o plug in chamado Raquel. Em seguida basta configurar a leitura do Reader para usá-lo e pronto, seus PDFs poderão ser lidos pelo seu PC.
Mas se sua intenção é ler tudo, de documentos até páginas da web, então a saída é instalar o Free Text to Speech, da Natural Readers. Ele não apenas lê, mas também converte o texto em arquivos de áudio. Da mesma forma como o Adobe Reader, ele também necessita da instalação do plugin de voz Raquel para ler em português do Brasil.
O Free Text To Speech pode ser obtido direto do site da Natural Readers aqui:http://www.naturalreaders.com/index.htm Já o plugin de voz Raquel pode ser encontrado no 4shared:http://www.4shared.com/get/Sl4dtySb/A_Voz_de_Raquel_para_Leitor_de.html
Depois postarei como fazer seu computador obedecer a comandos de voz. Assim ao invés de clicar e teclar comandos, você vai poder falar e ver seu computador obedecer.
Futuro - As Melhores Promessas Para Logo Mais
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| As telas de nossos dispositivos serão flexíveis com tecnologia O'LED. Mas isto não será tudo |
Todos os clichês cabem neste texto, então elaborá-lo não seria uma tarefa fácil. Falar em tecnologia hoje em dia sem recorrer a clichês nunca foi fácil mesmo, seja hoje ou em 1912.
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A Google, por um momento, ficará para trás com o Maps. E a Apple
trará tecnologias desenvolvidas pela SAAB para mapear o mundo em
três dimensões.
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Os microprocessadores nos trouxeram a multiplicação de dispositivos eletrônicos capazes de computar. Computadores de várias formas, modelos, tamanhos e para todo o tipo de aplicações invadiram nosso cotidiano. E daqui por diante veremos estas maquinas se fragmentarem cada vez mais, adquirindo funcionalidades cada dia mais impressionantes. Entre as novidades que devem surgir em breve, algumas merecem destaque por se tratar de tecnologias em avançado estágio de desenvolvimento e grandes promessas de utilidade para todos nós.
O’LED
Telas ultra finas, sem iluminação de fundo, podendo ser translúcidas e exibindo imagens com altíssima definição já estão prontas e tem sido mostradas aos montes em diversos eventos, como feiras e congressos tecnológicos pelo mundo à fora. São telas O’LED, sobre as quais eu fiz uma breve introdução no post anterior. Elas serão capazes de levar imagens em movimento para locais que você nunca imaginou. Poderão transformar os Tablets em uma espécie de “papiro digital”, que é enrolado e reduzido a um cilindro. Telas O’LED são maleáveis, e isto já está proporcionando o uso de aplicativos que compreendem gestos como o de afastar o zoom ao curvar a tela para dentro, e aproximar o zoom ao curvá-la para fora, entre outras coisas bacanas de se fazer em uma tela dobrável. Uma das grandes vantagens sobre as telas LED tradicionais está o fato de não precisar de iluminação de fundo para exibir a imagem. A tecnologia, que usa diodos orgânicos emissores de luz no lugar dos diodos convencionais, consome menos energia. Logo, poupará nossas baterias e será ainda mais econômica do que uma tela LCD atual.
O custo de produção de telas O’LED ainda é astronômico. Os Japas estão conseguindo produzir modelos de TVs com elas, mas não estão prontos para comercializá-los. São protótipos para serem mostrados em eventos, como congressos de tecnologia e suas produções, bem como boa parte das pesquisas e do desenvolvimento, contam ainda com subsídios do governo da terra do Jaspion. Mas certamente esta tecnologia vai invadir o mercado em poucos anos. Em escala menor, na forma de tela de aparelhos celulares, ela já chegou a alguns lugares, como nos EUA, e está começando a ensaiar seus primeiros passos por aqui. Ainda é muito caro produzir O’LED. Mas isto é: ainda...
Imagens de satélite? Mapeamento tridimensional é o futuro
A suéca SAAB é um ícone em tecnologia que afundou recentemente deixando a indústria automobilística um tanto órfã. Por aqui ela esteve ligada à Scania, que ainda fabrica caminhões pesados bastante populares e chassi para ônibus (ruins). Tirando o fato de que os ônibus Scania não prestam, os caminhões até que são legaizinhos e que seus automóveis, mais comuns na Europa, não empolgavam tanto, a SAAB costumava lucrar alto com equipamentos bélicos. As origens da empresa estão na aviação e seu forte é a aviação militar. Assim, quando a divisão automobilística foi para o limbo, poucos deram alguma importância, ela já estava nas mãos da GM mesmo haviam anos. Mas o fim da SAAB significou a oportunidade de muitas empresas de tecnologia botar as mãos em coisas que eram desenvolvidas nos laboratórios suecos para fins militares. E um destes tesouros é um software de mapeamento em 3D que a SAAB desenvolveu para embarcar em suas aeronaves.
Meio que na surdina, a Apple comprou o software e, agora, ela pode pôr em prática (se é que já não está fazendo isto) um mapeamento do mundo em 3 dimensões. Se você já se impressiona com as imagens do Google Maps, feitas por satélite, com alto grau de fidelidade em alguns pontos, espere até poder sobrevoar paisagens em três dimensões com o mapeamento feito pelo software da Apple. Mas a coisa pode não se restringir a apenas isto. Com os dados tridimensionais de nossas cidades e cada lugarejo em nosso globo, somado a uma guerra entre Apple e Google, poderemos, num futuro, próximo ver aplicações diversas para estes mapas tridimensionais. Por exemplo: uso para composição de cenários realísticos em filmes, games e simulações diversas. Em resumo, daqui a alguns anos as locações de certas filmagens podem ser feitas inteiramente dentro de um computador, sem precisar de filmagens externas. E ficará tão realístico quanto ser filmado em plena via pública. Games vão utilizar elementos reais em seus cenários e diversas simulações poderão ser feitas, desde auto escolas, usando estes cenários reais para treinar alunos, a pilotos de avião em seus já tradicionais simuladores, agora com maior definição. Desastres naturais também poderão ser simulados e medidas de prevenção melhor estudadas com tal tecnologia. (Veja mais detalhes aqui: http://youtu.be/CNemPTHOKWg )
Dirigir, só por esporte
Essa vai fazer o nosso amigo Adalberon chorar, de felicidade. No dia em que os ensaios do Google com seus carros autônomos estiverem prontos, a tecnologia vai se expandir como numa explosão e imediatamente ela estará à disposição em todos os automóveis no mundo inteiro. Isto porque tal tecnologia não necessita de mudanças drásticas na infraestrutura de ruas e estradas, ela requer basicamente equipamentos dispostos apenas no próprio veículo. É possível imaginar como vão surgir kits de transformação para qualquer jabiraca virar um carro autônomo sendo vendido em zilhões de prestações. Será acessível a todos. Com isto, podemos prever donos de empresas de ônibus tirando até o motorista da função pra obter melhores lucros (e trocando todos por cobradores, num sentido inverso ao atual, pagando menos). Na prática, os veículos autônomos vão conduzir com segurança pessoas para todos os lugares. E serão capazes de atender pessoas com limitações, como deficientes visuais que finalmente poderão ter um veículo, sem a necessidade de contratar um motorista.
E não pense que isto é uma projeção fantasiosa. Carros autônomos do Google já estão rodando nos EUA, em estados onde ele já possui licença para transitar sem motorista. Ainda exige instalação de equipamentos esquisitos sobre o teto e em torno da lataria, mas é impressionante, em todo caso, a forma precisa como circula pelas ruas, estaciona e manobra. (Veja um dos vídeos que mostram um deles conduzindo um deficiente visual pela cidade: http://youtu.be/cdgQpa1pUUE e outro numa apresentação em 2011 na TED http://youtu.be/oMdcWHnbhsw )
Um óculos, é tudo de que você precisará
Celular? Ele continuará a existir, mas não será essa coisa que levamos no bolso. Smartphones, idem. Eles estarão em outro formato, os levaremos na cara para todos os lugares. Serão uma espécie de óculos. Não exatamente como um óculos com lentes, mas sim um dispositivo disposto em uma armação que projetará imagens diretamente em nossa retina. Será capaz de obedecer a comandos de voz e fará tudo o que um Smartphone faz hoje em dia, com a diferença de que você terá as informações todas diante dos seus olhos o tempo todo (enquanto estiver com o dispositivo sobre suas fuças).
Estas coisas tem 90% de chances de estarem em nosso cotidiano antes do fim da década. Algumas podem surgir em metade deste tempo e já chegarem lá em versões atualizadas. Podem não parecer grandes coisas, mas, entre as inovações palpáveis, são as mais bacanas que pude relacionar aqui.
A Rede e as Redes - Uma geração mais rica
Éramos hipnotizados pelas redes em nossa infância e adolescência. As redes de TV, algumas rádios e uma revistinha ou livro para alguns. Nossa distração, nossa diversão e nossos assuntos estavam ali, vindo de um só canal com o qual nunca interagíamos (pelo menos não de forma tão fácil). Assim foi nossa geração na era pre Internet e pre redes sociais.
Aprendemos a aceitar verdades, não discutir quase nada e obedecer de bico fechado. Eu nunca aprendi nada disso, mas que tentaram me ensinar a vida toda, tentaram. Alguns também nunca aprenderam. Eu larguei a TV bem cedo. Enjoei do rádio também. Até colecionava uma porrada de Super Interessante de uma época em que ela era de fato muito interessante. Lia bastante, mas não era o bastante. Tinha dificuldade em encontrar coisas legais pra ler, mesmo assim me esforçava em procurar. Até que a web veio, possibilitou ler e interagir. Depois as redes e, finalmente, pude ter contato com um mundo dos sonhos de qualquer criança.Criança quer entender, quer aprender, quer dar opinião também. A molecada gosta de interagir, seja por brincadeira ou até falando sério (mais sério do que muitos adultos). As mídias do passado tinham problemas em oferecer estas coisas. Limitações técnicas mesmo. Nós hoje não temos mais estas limitações, e nossas crianças também não. Logo: elas estão desenvolvendo habilidades que em muitos de nós acabaram, digamos, atrofiadas. Elas serão parte de uma geração diferente da nossa. Uma geração mais integrada e com visão mais ampla das coisas, do mundo, da vida. em resumo:uma geração muito mais rica.
Cabe a nós compreendermos isto, estas mudanças e encontrarmos o melhor modo de educá-las neste novo ambiente onde todas as perguntas são respondidas instantaneamente, num só clique de mouse, num toque na tela. Ou então ficaremos tão obsoletos diante de nossas crianças que elas vão simplesmente nos descartar. Não precisamos ter medo de nada disso. Precisamos apenas compreender o tamanho da responsabilidade em guiar corretamente nossas crianças num mundo aberto, onde elas produzem conteúdo, interagem e recebem informações que irão contribuir em suas formações. Se fizermos nossa parte direitinho, vai ser uma maravilha ver esta geração daqui a 20 anos criando seus filhos em um mundo sem preconceitos, tabus, alienação...
A imagem que inspirou este post (esta acima) foi retirada de uma postagem no Google+, da Renata Ferreira.
Criançada, o circo está chegando
Nunca vi uma campanha que se possa considerar decente em Bayeux. As que não se sobressaem, talvez poderiam figurar nesta categoria de campanhas decentes, mas elas ficam tão apagadas pelas presepadas circenses pelas de candidatos que mais esbanjam poder, que mal as enxergamos.
Na boa, nas últimas eleições não seria possível fazer muita comparação. A polarização estúpida reduziu as opções a não mais que dois candidatos. Outros dois, dominavam (quase) tudo. Eles apenas não tiveram êxito no domínio de algo próximo a 30% do eleitorado em Bayeux. Esta fatia simplesmente ignorou os dois grupos e, de alguma forma, não participou da última eleição. Na eleição anterior, o número era menor, tanto o de eleitores quanto o de eleitores não participantes (que anularam, votaram em branco, ou simplesmente não compareceram). O crescimento do eleitorado entre as duas eleições foi acompanhado do crescimento da rejeição aos grupos tradicionais aqui.
E essa rejeição foi além das eleições. Um outro fato que quase não se vê em análises, é que mesmo aqueles que geralmente votam em um dos lados, não fazem isto de forma confiante. Tanto é que, passadas as eleições, a taxa de rejeição do atual gestor ultrapassou os 80% em pesquisas feitas na cidade, como visto aqui e aqui.
Como um gestor despenca de forma tão brusca assim na opinião da população em tão pouco tempo? Ele havia vencido as eleições 3 anos antes. A explicação é a mesma que temos ao analisarmos o eleitorado potencial dos 'rivais' (de ocasião), como o Expedito. É comum escutarmos de quem assume que vota no Expedito que: "Na falta de em quem votar, voto nele mesmo. Mas não confio." É um apoio de eleitorado rendido. Claro sinal de falta de opções. No mais, todas as palhaçadas em período eleitoral movimenta uma torcida (cada vez menos animada) e acaba direcionando alguns eleitores a votarem neste eixo entre Domiciano, Jota e Expedito. E é isto o que importa, ofuscar a possibilidade de outros candidatos emergirem no cenário político e concentrar as atenções neles. Mas neste ano não será tão simples assim.
De qualquer forma, a coisa já começou. As baixarias estão saltando de todos os lados na web. De perfis falsos a vídeos engraçadinhos, na falta de debate político se inicia um vale tudo. E, de novo, o Expedito é o primeiro a tomar a torta na cara (de uma comédia pastelão). Vejam: Cai na rede vídeo que satiriza situação política de Expedito Pereira sobre "Ficha Limpa"
Lá no site (Portal Bayeux em Foco) fiz o seguinte comentário:
"A política e principalmente a campanha neste eixo Domiciano, Expedito, Jota, Sara, são feitas com muita palhaçada mesmo. Eles sempre promovem um circo em período eleitoral. Está dando frutos. Agora, antes mesmo da campanha iniciar, começam a aparecer vídeos, perfis falsos em redes sociais e todo o tipo de presepada de correligionários sacaneando uns aos outros.
A verdadeira campanha, aquela da qual poderemos extrair algo interessante e importante, vai ocorrer em debates, nas praças, entre candidatos que não se unam a este meio. Tenho grande confiança em gente como o Berg Lima, Gutemberg Cabral o próprio Vanildo (pq não?) que durante a pre campanha tem mostrado que não são apenas alternativas, mas são também pessoas decentes e maduras, capazes de dialogar com a população de forma respeitosa (tenho mantido um bom contato com o Berg Lima no Twitter, sujeito sempre disposto ao debate. Um pre candidato como nunca havia visto antes. Debate com absolutamente todos, dá atenção a todos que o contactam pelo micro blog.) e capazes de traçarem uma campanha respeitosa, como vemos entre o Gutemberg e Vanildo.
São senhores extremamente distantes desta cachorrada política-politiqueira que reduziu Bayeux a esta coisa lamentável que temos hoje. E é por isso que desta vez eu observo um cenário incomum e novo em Bayeux, onde o eleitorado tem opção, pode escolher. Não são só estes grupos cretinos, com suas campanhas sujas e babacas, na disputa. Temos a quem ouvir e com quem falar. Temos bons candidatos que estarão debatendo conosco durante o período da campanha. E somos 18 mil. Somos 30% do eleitorado. Esta será uma eleição diferente mesmo, eu não tenho nenhuma dúvida."
Anular voto: O mito e as consequências
Todo mundo está puto com a classe política. Eu também estou. E eu sempre deixo minha opinião, com clareza, expondo meus protestos. Cheguei a acreditar que um grande movimento, com votos nulos, poderia dar uma lição da canalhada da política. Parece uma boa ideia. Mas, na real, as coisas não funcionam assim como parecem. Em política, a abstenção eleitoral tem um efeito desastroso. Neste post eu mostrarei como os votos nulos ajudam a promover exatamente o pior tipo de político (entre os péssimos que já temos).
Exemplo em casa
Em 2000 ocorreram eleições municipais em Bayeux, aqui onde moro, assim como em todo o país. Lembro muito bem daquela eleição onde o prefeito em exercício pretendia reeleger-se. Por outro lado, um grupo, com interesse de se utilizarem do poder municipal para promover um deputado no local, brigava pela disputa da prefeitura. Neste intricado jogo do poder existiu de tudo ao longo da campanha, menos debates sérios sobre os problemas da cidade e propostas decentes que nós, cidadãos, pudéssemos avaliar.
Ao longo da campanha grana e poder inundaram as ruas com carreatas barulhentas, festanças em comícios enormes patrocinados por ambos os lados na disputa e baixarias eleitoreiras que entorpeciam a mente das pessoas no local. A cidade estava em segundo plano. Qualquer candidato que estivesse na disputa entre os dois grandes grupos estava condenado a não ter voz diante de duas gigantescas estruturas de campanha que dominavam tudo nas ruas e na mídia.
Lógico que a briga ficou feia. A partir das primeiras pesquisas, com a proximidade e o domínio de ambos os grupos, os golpes baixos ficaram cada vez mais baixos e atos ilícitos começaram a entrar nas jogadas. Em muitos casos, irregularidades em campanha eram sequer disfarçadas. A parcela do eleitorado mais consciente, indisposta a aceitar jogo sujo na política e percebendo o que acontecia tinha motivos de sobra para, movidos pela revolta, absterem-se de votar.
A dificuldade em enxergar um candidato apagado na campanha, sem recursos suficientes para promover um centésimo da barulheira toda feita pelos dois grandes grupos, levava uma parcela equivalente a quase um terço do eleitorado a simplesmente desistir daquela eleição. Fizemos aquilo por protesto? Talvez tenha sido mais por comodismo do que protesto, mas alguns que acreditavam estarem protestando não estavam cientes de que na verdade estariam contribuindo para o sucesso de crimes eleitorais dentro da cidade.
A compra de votos acontecia de todas as formas imagináveis. Do lado que tinha a máquina pública em mãos, ela chegou a envolver isenções de impostos. E isto levaria o prefeito eleito a uma condenação judicial que, quase dois anos depois, culminou com a cassação de mandato.
E que o comércio de votos garantiu
Não seria suficiente para garantir a eleição de nenhum grupo, tenho convicção disto. As campanhas brutais, despejando grana em grandes eventos e ofuscando debates sérios, neutralizando qualquer outro candidato que ousasse se colocar entre ambos, precisou ser combinada com as infrações eleitorais para dar pouco mais de um terço do eleitorado. A maior parte daqueles que votavam o faziam simplesmente porque não conseguiam enxergar nada a não ser os dois grupos. Nem todos que depositaram votos em qualquer dos lados estavam confiantes. Mas a indisposição em procurar um candidato que não fossem aqueles dois representantes de imoralidades, interesseiros comprometidos com a promoção de grupos estaduais e não com Bayeux, levou muitas pessoas a apenas aceitar o que estava diante delas.
Além destes que sucumbiram sem pensar direito no que estavam fazendo, uma parcela mais, digamos, radical, resolveu protestar usando a arma mais divulgada entre quem já não suporta mais esta política imunda. Estes simplesmente abstiveram-se da votação. Votaram em branco, nulo ou simplesmente não compareceram na hora do voto. Graças a esta abstenção do eleitorado, os piores candidatos selaram seu domínio na votação.
Em números, o saldo final foi de quase 15 mil eleitores que não aceitaram aquela campanha, anulando o voto de alguma forma. Outros pouco mais de mil ainda tiveram a competência de votar no terceiro candidato, que não conseguia vencer a barulheira eleitoreira promovida na campanha dos dois grupos. Arredondando para 16 mil o número de eleitores que poderiam, ao invés de anular seus votos, votar naquele candidato 'pequeno' seria o bastante para posicionar uma terceira força política entre os dois grupos. Mas não foi o que aconteceu naquelas eleições.
O saldo final de tudo isto
O candidato eleito foi condenado pela justiça eleitoral por compra de votos e perdeu o mandato. A sua sucessora, com quem havia disputado aquela campanha imoral de 2000, chegou ao poder graças a ter ficado na segunda colocação praticamente empatada na votação. Nos dois anos em que ela governou a cidade diversas outras irregularidades foram apontadas pela CGU envolvendo seu mandato e até hoje ela responde a processos em tribunais, sendo recentemente condenada pelo TCU por problemas em uma prestação de contas.
Dos 61 mil eleitores, 15 mil "protestaram", votando nulo. Outros milhares se acomodaram e deram votos a qualquer dos lados sem avaliar e sem procurar o terceiro candidato. Mesmo que aquele terceiro candidato não fosse um bom nome, caso os 15 mil eleitores que anularam o voto tivessem direcionado o seu protesto a votar nele e muitos dos que não estavam plenamente confiantes nos dois grupões observassem a possibilidade de votar na terceira opção, provavelmente após a justiça fazer seu papel tirando um corruptor de eleitores do poder, o cargo não seria herdado por uma prefeita capaz de envolver a cidade em escândalos administrativos. Bastavam cinco mil votos, somados aos nulos, para que Bayeux não caísse nestes abismos administrativos. Na pior das hipóteses, teríamos um novo cenário político, mesmo que as coisas não melhorassem imediatamente.
Portanto, pense bem antes de anular seu voto pois ao retirar-se de uma eleição você está deixando o campo livre para que os piores políticos dominem o cenário. Em seguida você será vítima de tudo isto. Bayeux paga caro por isto até os dias de hoje. A crença dos dois grupos sobre o poder que possuem é tamanha que ambos continuam se colocando na disputa cientes de que o cidadão bayeense é incapaz de enxergar alternativas e sempre vai aderir a eles, ou anular votos (que não interessam a eles mesmo).
Faça um pouco de esforço, participe do processo eleitoral, estude os candidatos, principalmente aqueles mais apagados nas campanhas (vá até eles, busque-os. Geralmente são os mais acessíveis, fáceis de conversar), e foque seu protesto naquilo que é visível diante das urnas. O voto nulo não é contabilizado, não anula eleição, como muitos imaginam e sequer é considerado como voto. Isto mesmo, anular, deixar de votar ou votar em branco são a mesma coisa. Equivalem simplesmente a não votar. Se dois péssimos candidatos disputarem apenas 10% do eleitorado, vão achar ótimo! Se 90% do eleitorado está insatisfeito com eles, não os aceita, não quer vê-los no poder, para eles é melhor que estes 90% votem nulo mesmo, pois assim eles tem menos trabalho para atingir seus objetivos e ninguém mais conseguirá se intrometer entre seus jogos para desbancá-los.
Lembrem-se, as consequências de não participar de uma eleição você sofre diariamente. Se concorda que algo precisa ser mudado, participe e leve seu voto mais à sério.
Bayeux em números
Em período eleitoral, com velhas raposas rondando a cidade, a guerra é sempre recheada de baixarias e futilidades. A campanha não tem nada de interessante e passa longe de oferecer algo relevante para nós, eleitores. De qualquer forma, por décadas a cidade esteve sob o domínio de boa parte dos atuais candidatos. O que permite avaliar o desempenho do município através de números reais, oriundos do levantamento de entidades sérias, como o IBGE por exemplo. E, assim, temos retratos do que de fato aconteceu aqui enquanto eles brigavam pelo poder ao longo deste tempo.
Nesta postagem eu resolvi juntar informações sobre o PIB, o produto interno bruto do município, que dá pistas sobre o desempenho econômico da cidade. Estes dados também exibem algo sobre parte da arrecadação do município. E também comparo tudo com o desempenho do município através de índices de desenvolvimento.
Boa notícia, ou má notícia?
A cidade teve um crescimento significativo em atividades econômicas na última década. Isto é bom! Não exatamente, pois o crescimento não refletiu na qualidade de vida da população, como pode ser flagrado diariamente por quem vive aqui (ou mesmo quem visite). Este crescimento, retratado em números incontestáveis, apenas indicam que alguém andou nos enrolando por mais de dez anos. Sabendo quem esteve no poder neste meio tempo, podemos supor quais são os candidatos que não merecem muita confiança.
Crescimento em relação a que?
Nesta postagem eu resolvi juntar informações sobre o PIB, o produto interno bruto do município, que dá pistas sobre o desempenho econômico da cidade. Estes dados também exibem algo sobre parte da arrecadação do município. E também comparo tudo com o desempenho do município através de índices de desenvolvimento.
Boa notícia, ou má notícia?
A cidade teve um crescimento significativo em atividades econômicas na última década. Isto é bom! Não exatamente, pois o crescimento não refletiu na qualidade de vida da população, como pode ser flagrado diariamente por quem vive aqui (ou mesmo quem visite). Este crescimento, retratado em números incontestáveis, apenas indicam que alguém andou nos enrolando por mais de dez anos. Sabendo quem esteve no poder neste meio tempo, podemos supor quais são os candidatos que não merecem muita confiança.
Crescimento em relação a que?
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| Fonte: IBGE |
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| Quanta grana a cidade gerou neste meio tempo? Em valores não corrigidos, ai está o avanço no gráfico acima. Fonte: IBGE |
Se o município registra um crescimento na produção, por que não vemos uma melhoria na qualidade de vida acompanhando tal crescimento?
Pela avaliação através do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), Bayeux teve poucos saldos positivos quando calculamos o desempenho em percentual. Apenas em 2005, com uma elevação de 5,83% em relação a 2000, e depois só em 2008, a cidade esteve acima da margem negativa. É bom verificar um salto espetacular em 2008, onde o índice registrou uma melhoria na ordem de 62,17%. O resumo de tudo isto é que o índice da Firjan aponta que Bayeux melhorou apenas 6,25%. Boa parte deste saldo positivo é devido ao salto dado em 2008, uma vez que em 2009 a cidade já carimbava declínio novamente em uma alarmante taxa negativa de -33,37%
| Dados do IFDM obtidos no portal do IPEA registrando o desempenho do município em 2000, 2005, 2006, 2007 2008 e 2009 |
E o que aconteceu em 2008?
Se não lembra, foi ano eleitoral. E na disputa, estava o gestor da cidade tentando reeleição. No ano de 2007 a cidade tinha declinado, segundo o índice, em -0,38% (o ano anterior, 2006, também vinha com saldo negativo, -2,92%). Embora estivesse dando sinais de recuperação, ainda estava no vermelho. De repente a cidade melhorou bastante (62,17% segundo o índice), mas mergulhou num saldo negativo imediatamente em 2009, indo aos -33,37. E isto dá uma ideia sobre o comprometimento com o desenvolvimento local.
Onde chegamos com tudo isto
Não existe consistência no desenvolvimento de Bayeux. E não é exclusividade de um só gestor. O histórico mostra que a cidade oscila feito um pêndulo, ora impulsionado por ações de esferas superiores, ora afundando em espiral sem controle, abandonada pelo poder público local. Isto retrata o que todos nós, que vivemos aqui, conhecemos muito bem: a falta de compromisso e de planejamento para o município. E exibe a incompetência latente em nossos representantes, políticos, politiqueiros. É o saldo de todo desleixo.
Mas também vemos que a cidade tem potencial. Ela pode melhorar, e dá sinais de ter melhorado em certos momento, sem conseguir sustentar-se. Se bem administrada, Bayeux pode dar a volta por cima e ir além do que muitos de nós imagina. Vemos um PIB que cresce contra neste terreno infestado por parasitas, eleitos por nós. Vemos que esforços de campanha, mal planejados e executados nas coxas, até que refletem em bons índices de desenvolvimento num dado momento.
Com cuidado para não repetir as mesmas péssimas experiências do passado, e buscando as melhores opções para renovar o quadro político nesta cidade, Bayeux pode um dia se tornar um lugar decente.
Imprensa + Política = Desastre
Existiu uma época em que a informação descia por um único canal até a opinião pública e quase nada podia ser feito quando alguma injustiça era cometida, fosse intencionalmente ou por algum desleixo de quem repassava as informações. Mas este tempo acabou, hoje temos uma mídia livre através da web e aqui podemos contestar falhas diversas.
Em período de campanha, misturar interesses políticos com serviço de informação pública é desastroso. Nossa história registra um evento deste tipo que teve consequências lamentáveis para o país, quando editores da Rede Globo editou o debate entre Collor e Lula de modo a favorecer o alagoano em 1989. O pior de tudo é a vergonha alheia, quando a manipulação salta aos olhos do leitor e a credibilidade do jornal, revista, portal, noticiário, etc. (maior riqueza que um veículo de informação pode acumular ao longo do tempo) acaba em xeque. Dai o cuidado com o modo como se exprime opinião.
Neste blog, todos sabem minha opinião sobre a política em Bayeux, portanto pode fazer a leitura de cada palavra minha considerando que eu possa estar organizando os fatos de modo a comprovar aquilo que penso. Isto também permite a você, leitor, confrontar meu pensamento e deixa livre para buscar mais conteúdo. Afinal, você sabe que eu tenho uma opinião e posso inclinar meus textos a confirmar aquilo que penso. Ou seja: Embora eu busque ser justo e correto contigo, não posso jurar a você que eu seja imparcial quando estou escrevendo sobre algo ou opinando. Isto é honestidade. E em alguns países é assim também para a imprensa. Em edital, jornais costumam expôr abertamente aos seus leitores que candidato/partido aquela empresa apoia e os motivos pelos quais o fazem. É assim nos EUA, por exemplo, onde há plena liberdade e onde cada leitor consegue enxergar, sem máscaras, os interesses por trás da notícia.
Aqui, ao invés de assumirmos que não há plena isenção e quase tudo é manipulado ou exposto parcialmente, criamos regras tolas que visam impedir que ocorram desequilíbrios na hora de informar a sociedade sobre o que se passa na política. Isto se deve, em parte, ao fato de que a imprensa nacional é concessionária de um serviço público que, em teoria, não deve servir a um lado exclusivamente. No entanto, na prática, quase todos os órgãos de imprensa, veículos de comunicação em geral, está sob comando político. Na imensa maioria, este comando é indireto. E assim, negando a realidade, seguimos acreditando em mentiras como esta sobre a imparcialidade jornalística. Tudo é parcial, manipulado, direcionado e focado em uma ideia, ideologia ou interesses, alguns dos quais bastante podres.
Em Bayeux
Na cidade onde moro, não poderia ser diferente. Disfarça-se mal estas relações entre imprensa e política. Um dos portais mais populares na cidade, com vasto número de acessos, por exemplo costuma cair neste pecado. Quando o deslize é pequeno, tudo bem, consideramos apenas uma distração. Mas quando uma matéria estampa isto na sua chamada: "Fulano tentou suspenderobras" e no corpo da matéria não se encontra nenhuma linha que comprove o que diz o título, muito pelo contrário, fala-se sobre um processo de determinado político que tenta impedir que ocorra o pagamento por uma obra que está abandonada na cidade, então nos deparamos com um fato bizarro de tentativa de manipular fatos e prejudicar alguém.
Bizarro porque a matéria expõe o próprio processo na íntegra (ou com todos os trechos disponíveis publicamente no portal da justiça), onde se lê claramente que a preocupação do autor era não permitir que uma obra abandonada fosse paga pela prefeitura. O fato é que a justiça considerou as provas insuficientes para afirmar que a obra estivesse parada (embora esteja, e isto é público na cidade), e não aceitou que fosse ordenado a prefeitura que suspendesse qualquer pagamento. Não há absolutamente nada que comprove que o tal sujeito estivesse tentando impedir a obra. A única explicação para o portal estampar um título daqueles é o fato de que o "fulano" em questão é um político local e está disputando eleições neste ano. O título talvez o prejudicasse, à medida em que fosse lido por pessoas que não se dessem ao trabalho de ler o texto da matéria. E quem leu, certamente ficou estupefato com a falta de correspondência entre a manchete e seu conteúdo.
Em período de campanha, misturar interesses políticos com serviço de informação pública é desastroso. Nossa história registra um evento deste tipo que teve consequências lamentáveis para o país, quando editores da Rede Globo editou o debate entre Collor e Lula de modo a favorecer o alagoano em 1989. O pior de tudo é a vergonha alheia, quando a manipulação salta aos olhos do leitor e a credibilidade do jornal, revista, portal, noticiário, etc. (maior riqueza que um veículo de informação pode acumular ao longo do tempo) acaba em xeque. Dai o cuidado com o modo como se exprime opinião.
Neste blog, todos sabem minha opinião sobre a política em Bayeux, portanto pode fazer a leitura de cada palavra minha considerando que eu possa estar organizando os fatos de modo a comprovar aquilo que penso. Isto também permite a você, leitor, confrontar meu pensamento e deixa livre para buscar mais conteúdo. Afinal, você sabe que eu tenho uma opinião e posso inclinar meus textos a confirmar aquilo que penso. Ou seja: Embora eu busque ser justo e correto contigo, não posso jurar a você que eu seja imparcial quando estou escrevendo sobre algo ou opinando. Isto é honestidade. E em alguns países é assim também para a imprensa. Em edital, jornais costumam expôr abertamente aos seus leitores que candidato/partido aquela empresa apoia e os motivos pelos quais o fazem. É assim nos EUA, por exemplo, onde há plena liberdade e onde cada leitor consegue enxergar, sem máscaras, os interesses por trás da notícia.
Aqui, ao invés de assumirmos que não há plena isenção e quase tudo é manipulado ou exposto parcialmente, criamos regras tolas que visam impedir que ocorram desequilíbrios na hora de informar a sociedade sobre o que se passa na política. Isto se deve, em parte, ao fato de que a imprensa nacional é concessionária de um serviço público que, em teoria, não deve servir a um lado exclusivamente. No entanto, na prática, quase todos os órgãos de imprensa, veículos de comunicação em geral, está sob comando político. Na imensa maioria, este comando é indireto. E assim, negando a realidade, seguimos acreditando em mentiras como esta sobre a imparcialidade jornalística. Tudo é parcial, manipulado, direcionado e focado em uma ideia, ideologia ou interesses, alguns dos quais bastante podres.
Em Bayeux
Na cidade onde moro, não poderia ser diferente. Disfarça-se mal estas relações entre imprensa e política. Um dos portais mais populares na cidade, com vasto número de acessos, por exemplo costuma cair neste pecado. Quando o deslize é pequeno, tudo bem, consideramos apenas uma distração. Mas quando uma matéria estampa isto na sua chamada: "Fulano tentou suspenderobras" e no corpo da matéria não se encontra nenhuma linha que comprove o que diz o título, muito pelo contrário, fala-se sobre um processo de determinado político que tenta impedir que ocorra o pagamento por uma obra que está abandonada na cidade, então nos deparamos com um fato bizarro de tentativa de manipular fatos e prejudicar alguém.
Bizarro porque a matéria expõe o próprio processo na íntegra (ou com todos os trechos disponíveis publicamente no portal da justiça), onde se lê claramente que a preocupação do autor era não permitir que uma obra abandonada fosse paga pela prefeitura. O fato é que a justiça considerou as provas insuficientes para afirmar que a obra estivesse parada (embora esteja, e isto é público na cidade), e não aceitou que fosse ordenado a prefeitura que suspendesse qualquer pagamento. Não há absolutamente nada que comprove que o tal sujeito estivesse tentando impedir a obra. A única explicação para o portal estampar um título daqueles é o fato de que o "fulano" em questão é um político local e está disputando eleições neste ano. O título talvez o prejudicasse, à medida em que fosse lido por pessoas que não se dessem ao trabalho de ler o texto da matéria. E quem leu, certamente ficou estupefato com a falta de correspondência entre a manchete e seu conteúdo.
Embora tudo envolva interesses políticos e ninguém seja inteiramente santo nesta história, a obra em questão é uma das cicatrizes existentes na cidade. Ela pode ser vista aqui em imagens de satélite de Junho de 2007, exatamente como está até hoje, o que sugere que esteja de fato parada.
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| Em close, detalhes da obra em imagens de satélite feitas em 2007. |
Espera-se que pelo menos a imprensa demostre respeito ao cidadão e eleitor. E exiba o que há nas entrelinhas destas histórias. Ou, pelo menos, busque ser equilibrada. Uma imprensa desequilibrada perde seu bem maior, que é a credibilidade, e termina dominada por gente de interesses escusos. Enfim, não compensa agir assim.
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